saúde e bem estar
08 Mai 2019

Sabe escolher o seu protetor solar?

Chegamos à época do sol e nunca é de mais conhecer os perigos e os cuidados a ter para evitar problemas de saúde. Neste artigo vamos ajudá-lo a escolher o seu protetor solar.

O protetor solar pode fazer toda a diferença

É sabido que a exposição solar pode causar graves problemas de saúde, sobretudo se não acompanhada de medidas preventivas. Para além das regras universais, como evitar exposição solar direta entre as 12h e as 16h, os protetores são a forma mais eficaz de proteção solar e um dos únicos produtos da área da dermocosmética absolutamente incontestáveis dentro da comunidade científica.

Se os protetores solares forem corretamente usados poderão constituir uma proteção para o eritema (rubor da pele), cancro e fotoenvelhecimento.

Tipos de protetores solares

  • Químicos – absorvem a radiação solar, são cosmeticamente mais agradáveis, mas podem desencadear reações alérgicas em pessoas suscetíveis.
  • Físicos ou minerais – refletem a radiação, não são absorvidos pela pele e não geram sensibilidade, estando especialmente indicados em crianças e peles intolerantes.

O que é o fator de proteção solar?

Todos os protetores têm associado um Fator de Proteção Solar – FPS (SPF, na sigla inglesa). O FPS contabiliza a capacidade do produto em proteger da radiação UVB (mais ligada à queimadura solar, porque atinge sobretudo as camadas mais superficiais da pele).

De um modo geral, o FPS indica-nos o tempo de resistência da pele à exposição solar com proteção solar, relativamente ao tempo de exposição da pele sem proteção solar. Por exemplo se, em valores aproximados, a pele leva 10 minutos a ficar vermelha sem proteção solar e 300 minutos com proteção solar, o FPS do protetor é 30 (300/10).

Classificação do FPS:

  • 6 e 10 – Proteção baixa
  • 15 e 25 – Proteção média
  • 30 e 50 – Proteção elevada
  • Superior a 50 – Proteção muito elevada

O FPS é de menção obrigatória e deve ajudar o consumidor a escolher o produto certo para uma determinada exposição e para um dado tipo de pele ou fototipo.

A proteção contra raios UVA (mais associados ao envelhecimento da pele e ao aparecimento de cancro, porque penetram em camadas mais profundas da pele) é indicada na embalagem, sendo que a maioria protege (e deve proteger!) a pele da radiação UVA e UVB.

A Comissão Europeia recomenda, ainda, aos fabricantes que incluam proteção contra os UVA. O índice deve corresponder a, pelo menos, um terço do fator de proteção solar anunciado. Os rótulos devem publicitar a proteção UVA, mas não são obrigados a mostrar o valor.

Uma boa proteção solar evita muitas doenças de pele

Quanto mais cedo na vida se iniciar a proteção solar adequada, mais relevante pode ser para o futuro, uma vez que o uso regular do foto protetor durante a infância e adolescência reduz a incidência na vida adulta do cancro cutâneo em mais de 78%. No geral, o uso continuado ao longo da vida diminui o risco de cancro em 50%.

A radiação solar é a principal causa de carcinoma da pele entre os portugueses. Em Portugal ocorrem dez mil novos casos de cancro da pele por ano, entre eles mil melanomas, a forma mais agressiva.

Passos para melhorar a sua proteção solar

  • Aplique o protetor 30 minutos antes da exposição, sobre a pele seca e limpa.
  • Cubra generosamente todas as áreas expostas, insistindo nas zonas mais sensíveis: rosto, lábios, orelhas, pescoço, mãos, pés e zonas atrás dos joelhos. Atente no que diz o fabricante sobre a quantidade de produto que tem de colocar, porque caso contrário terá menos proteção do que a indicada.
  • Se usa maquilhagem, aplique primeiro o protetor solar e prefira cosméticos com FPS.
  • Renove a aplicação do protetor solar a cada duas horas e após banho ou transpiração.
  • Mantenha a proteção mesmo em dias nublados.
  • Reforce a proteção sempre que estiver próximo da água ou areia, porque aí os raios UV são refletidos e incidem mais sobre a pele;
  • Evite a exposição solar entre as 12 e as 16 horas.
  • Use óculos de sol, chapéus ou bonés que ajudem a proteger o rosto, lábios e olhos.
  • Não exponha crianças muito pequenas diretamente ao sol: idealmente só depois do 1º ano e o mínimo são 6 meses.
  • Durante as primeiras exposições ao sol recomenda-se o uso de um Fator de Proteção Solar de cerca de 30.
  • Todas as atividades no exterior que impliquem exposição, do simples passeio às atividades desportivas, passando pelo trabalho de exterior, como a jardinagem, precisam de proteção solar adequada.
  • Um fator de proteção entre o 2 e o 14 não é suficiente para evitar o cancro da pele ou o envelhecimento precoce.

Erros científicos e ideias do Marketing

É de notar que, a partir de FPS 30, a diferença da proteção solar é residual ou nula, dado que deve impedir a passagem de 96,7% da radiação UVB. O que quer dizer que qualquer protetor acima de 50 é sobretudo um fenómeno de Marketing. E entre o fator 30 e o 50 a diferença de nível de proteção é também insignificante.

Um fator de proteção de 50 dá uma proteção de cerca de 98 por cento contra a radiação, o que é difícil de superar.

Também é um facto que não existem cremes totalmente à prova de água, embora hajam uns que resistem um pouco mais do que outros.

Um pouco por todo o mundo, incluindo a Food and Drug Administation (FDA), nos EUA, está a ser mudada a legislação e rotulagem relativa a este tipo de produto, por forma a não induzir o consumidor em erro relativamente a ideias ainda não provadas cientificamente.

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