09 Jul 2019

Seguro de Vida ou Seguro de Morte?

Pode parecer uma questão de perspetiva, mas será que os seguros de vida são mesmo seguros de vida? Ou será que são seguros de morte? Por que que esta questão é importante?

Antes de mais, porquê segurar a nossa vida?

Todas as vidas têm um valor incalculável. É impossível atribuir um preço a uma vida, porque uma vida vale muito. É impossível atribuir um valor ao tempo que passamos com os nossos filhos. Ao seu sorriso e às suas gargalhadas malucas. É impossível pagar pelo tempo perdido (quem não conhece alguém que diz… quem me dera ter aproveitado melhor o tempo?).

Se a vida tem um valor incalculável e se é impossível atribuir-lhe um preço, tal não significa que não podemos conferir alguma segurança financeira a quem deixa de nos ter consigo. Já imaginou juntar à tristeza causada por uma morte ou por uma doença debilitante a aflição financeira de não contar com um rendimento mensal regular? Já pensou no sentimento de culpa que teria se deixasse dívidas e problemas financeiros aos seus filhos? Para evitar tudo isto seguramos as nossas vidas.

Por que que não seguramos as nossas vidas?

Bem, a pergunta é um pouco enganadora. A maioria dos portugueses segura as suas vidas pois tem esta obrigatoriedade por imposição de um crédito habitação. O banco quer reduzir o risco associado àquela perda de rendimentos e, por isso, obriga a maioria dos seus Clientes a fazer um seguro de vida crédito habitação. No entanto, tirando estes casos, não queremos segurar as nossas vidas. Mas porquê? Podemos avançar com algumas explicações:

  • Porque o mal só acontece aos outros. Pensamos muitas vezes isto. Ou se não pensamos, agimos como tal. Se o mal só acontece aos outros não precisamos de nos proteger ou de proteger as nossas famílias. Esta postura é bem visível quando alguém que nos é próximo tem um problema e aí corremos a fazer um seguro.
  • Porque não temos dinheiro. Acreditamos que os seguros são demasiado caros e que são só para os ricos. No entanto, esquecemos que não são só os ricos que precisam de seguros de vida. Aliás, são os menos ricos que precisam de seguros, pois tenderão a ter menos poupanças.
  • Porque não confiamos nas companhias de seguros. Achamos que quando precisarmos a companhia de seguros não estará cá para nós ou achamos que as companhias fogem às suas responsabilidades. No entanto, esquecemo-nos que existem contratos que quando bem preenchidos e quando bem compreendidos são cumpridos (quem nunca fez o seguro automóvel em nome de outra pessoa para ter um prémio mais barato?).

Por que devemos valorizar um bom seguro de vida?

Uma boa companhia de seguros não está cá só para pagar os sinistros. Aliás, uma boa companhia de seguros deverá estar consigo ao longo da sua vida e contribuir para que tenha uma melhor qualidade de vida. Isto passa por:

  1. Um bom diagnóstico do seu estado de saúde no momento de contratação – Já pensou que o questionário clínico e as análises que lhe são feitas podem ser entendidas como um check-up financeiro gratuito? E sabia que muitos destes check-ups acabam por salvar muitas vidas?
  2. Um contributo para hábitos de vida saudáveis – Algumas companhias dispõem de acompanhamento médico e de serviços de saúde muito relevantes. Por exemplo, a APRIL Seguros tem o serviço APRIL Medical, que tem associados testes de hábitos saudáveis, consultas médicas gratuitas e outros serviços com um grande valor acrescentado.
  3. Uma segurança financeira de grande valor – Já pensou na segurança e no conforto que terá só de pensar que a sua família está segura no caso de lhe acontecer alguma coisa? Viver com essa angústia, especialmente se temos filhos, é um peso grande que podemos tirar das nossas costas.

Porque compramos seguros de vida maus?

Sabia que o seguro de vida que tem pode ser bastante mau? Parece contraditório, mas nem todos os seguros de vida são bons. Compramos maus seguros, porque existem características dos seguros que têm de ser explicadas por um consultor de confiança. E compramos maus seguros, porque tendemos a olhar para o spread e esquecemos que há vida para lá do spread.

O que caracteriza um bom seguro de vida?

Um bom seguro de vida é caracterizado por um equilíbrio entre o preço que pagamos e as coberturas que temos (e consequentemente as exclusões que não temos). Uma regra de bolso que devemos considerar sempre. Nunca fazer a cobertura IAD, que é a cobertura mais básica e que só é acionada em casos extremos. Se reparar, a diferença de preço entre a cobertura ITP (Invalidez Total e Permanente) e a IAD (Invalidez Absoluta e Definitiva) é muito reduzida e as diferenças de preço são reduzidas. Ou seja, não devemos olhar só para o preço!