18 Dez 2019

Alergia: o que é e como prevenir?

Existem múltiplos tipos de alergias, umas mais vulgares que outras. A expressão tornou-se banal e faz-nos esquecer que a alergia é uma defesa do organismo. Uma alergia é uma reação do sistema imunitário à presença de uma substância normalmente inócua para a maioria da população, sendo que o organismo de algumas pessoas vai interpretá-la como um corpo estranho – alergénio -, dando origem a reações que podem influenciar bastante a sua qualidade de vida e, em casos graves, pô-la em perigo. A gravidade da alergia varia consoante o tempo de exposição, podendo mesmo tornar-se crónica.

O corpo desenvolve anticorpos especiais que provocam uma reação inflamatória, reação essa que pode aparecer de várias formas e em diversas zonas do corpo. As alergias funcionam como um ‘excesso’ de defesa, por oposição a algumas outras doenças em que o organismo não se defende.

Marisco, citrinos, leite, ovos, medicamentos, pólenes das plantas ou pó da casa – há inúmeras substâncias passíveis de provocar uma reação alérgica. Apesar da maior parte das alergias não terem cura, existem tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas de forma muito eficaz.

Sabe como evitar crises alérgicas dentro de casa?

  • Aspirar a casa com um filtro específico de alta eficiência na remoção de partículas (nas lojas da especialidade sabem informá-lo, é uma coisa comum);
  • Arejar diariamente e sempre a casa é um gesto muito importante, sob todos os pontos de vista. A renovação do ar ajuda a prevenir doenças, humidades, etc. Prefira arejá-la em alturas do dia com níveis de poluição mais baixos (noite, madrugada), sobretudo se a sua casa estiver próxima de grandes redes viárias.
  • Controlar a humidade no interior da habitação. Não podemos viver sem humidade, mas também não reagimos bem à humidade excessiva. É importante estimular a ventilação com cuidado. O ideal é controlar a humidade relativa a menos de 50% e, se necessário, usar um desumidificador;
  • Ter atenção ao pelo dos animais, porque há muitas pessoas alérgicas. Se tiver sintomas constantes, é preciso fazer os testes para se certificar se é ou não alérgico. Se já os tiver, afaste-os do quarto de dormir, mantendo-os nas zonas comuns;
  • Excluir radicalmente o tabaco dos interiores: o fumo do tabaco dentro de casa ou do carro é uma das coisas que mais desencadeia o processo alérgico;
  • Escolher bem o tipo de aquecimento para interior. As lareiras, por exemplo, podem lançar muito fumo e provocar irritação;
  • Deve evitar alcatifas e carpetes. Substituir por pavimento de madeira envernizada, linóleo, mosaico ou tijoleira, com o mínimo de tapetes;
  • Cobrir o colchão e almofadas com um resguardo específico e evitar colchões velhos, de forma a proteger-se melhor contra os ácaros;
  • Prefira lençóis de algodão e edredão sintético (ao invés de cobertores e mantas);
  • Retirar do quarto objetos que acumulem pó (ex. livros, brinquedos (peluches), etc.);
  • Lave a roupa da cama e as cobertas plásticas com água a temperaturas superiores a 50ºC;

 

Como evitar os alergénios do ambiente exterior?

Os pólenes são os alergénios mais importantes do ambiente exterior. Para os doentes alérgicos aos pólenes, para quem a época mais crítica é a primavera, algumas medidas podem ser úteis:

  • Evitar o fumo do tabaco, ativo e passivo;
  • Evitar ir para o campo durante os períodos de grande concentração de pólenes em especial no período da manhã:
  • Usar óculos escuros;
  • Planear viagens de trabalho ou férias escolhendo épocas do ano e locais livres dos pólenes para os quais é alérgico;
  • Ventilar a casa mais ao final do dia e manter as janelas fechadas durante o dia;
  • Conhecer o boletim polínico (prevê a concentração dos pólenes por região e data e está disponível no site da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica – spaic.pt);
  • Manter as janelas do carro fechadas, em andamento;
  • Usar capacete integral, no caso dos motociclistas.

 

Tratamentos farmacológicos mais comuns:

Quem sofre com alergias deve manter-se informado, saber o que fazer perante uma crise e aconselhar-se sempre com um médico (muitas vezes um imunoalergologista) relativamente ao tipo de medicação a seguir. É preciso evitar os fatores de agravamento, tratar os episódios agudos com utilização de medicação e planear o tratamento preventivo através de vacinas anti-alérgicas, nos casos em que se aplicam. Há 3 grupos de medicamentos:

  • Medicamentos preventivos, anti-inflamatórios, que permitem combater a inflamação alérgica e evitar o aparecimento dos sintomas;
  • Medicamentos sintomáticos, para o alívio das queixas, incluindo anti-histamínicos para o controlo dos sintomas de alergia a nível do nariz, dos olhos ou da pele e, broncodilatadores para o tratamento das queixas de asma, por exemplo;
  • Vacinas anti-alérgicas: são um tratamento específico, dirigido ao alergénio implicado, que podem ter grande eficácia desde que aplicadas corretamente e sempre com indicação e vigilância médica. É um método de tratamento que visa modificar a evolução da doença alérgica.

 

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