aprender a poupar
03 Jun 2020

Poupe com o método dos potes

Se nos dispusermos a lidar com realidades menos positivas na nossa vida, na companhia do sol da manhã e de uma boa chávena de café, começam inevitavelmente a surgir ideias para podermos melhorar. Tudo o que enfrentamos se torna, pelo menos, mais claro. E se, por vezes, não conseguimos ultrapassar totalmente um período financeiro turbulento, podemos sempre fazer com que este não piore. Esta condição mundial de pandemia vem, naturalmente, acentuar a necessidade de poupança e de arranjarmos novas estratégias, dado que a maioria da população terá de enfrentar uma grande flutuação na economia. Por isso, hoje apresentamos-lhe o método dos potes.

 

O método dos potes é uma das formas que o coaching financeiro usa para organizar e fazer crescer o dinheiro. Sem observar, fazer contas e gerir atentamente, a evolução será pouca. Este método é útil tanto para quem tem poucos rendimentos, como para que tem já rendimentos consideráveis. Mesmo que lhe sobrem 8 euros ao fim do mês, é nesses 8 euros que deve pegar para redistribuir por várias áreas essenciais ao seu equilíbrio de vida.

Muita gente diz que não sabe onde gasta o dinheiro, uma realidade comum no comportamento financeiro de muitos consumidores. O dinheiro é por vezes visto como uma realidade negra, associada a escassez e com a qual é difícil lidar. Mas o método é aplicável a muita gente, mesmo num país com salários relativamente baixos, e é também um excelente instrumento para a educação financeira dos mais novos.

O medo afasta-nos de objetivos realistas

Temos uma tendência inata para fugir do que é menos fácil e manter crenças que nos limitam, afirmando que ‘nunca teremos dinheiro’. Um mecanismo semelhante a adiar eternamente as tarefas de que não gostamos, mas com consequências mais graves.

Receamos o que é penoso para nós e as questões para as quais não vemos saída. Este fenómeno que nos leva a ‘ter medo’ de determinada tarefa é comum a milhares de pessoas, em muitas áreas de vida. Acontece que uma caminhada mil passos, começa com o primeiro. Se não começarmos, os resultados nunca vão aparecer.

A realidade que este método nos traz é a de que é possível organizar exatamente o mesmo dinheiro, fazê-lo crescer e começar a cumprir objetivos, desde que eles estejam planeados: e como tudo a que nos propomos, é mais fácil com metas. O dinheiro de base de que dispomos é o mesmo, sejamos ou não capazes de lidar com os nossos números. É preciso pô-lo a trabalhar a nosso favor e, por vezes, arranjar fontes de renda alternativa.

É importante olharmos para o dinheiro de forma mais positiva. Ele não nos deve definir como pessoas, e sim servir para realizar coisas importantes para a vida de cada um: mesmo que o importante, naquele momento, seja apenas ir ver um filme ao cinema ou poder fazer um picnic num jardim, por forma a manter o equilíbrio psicológico. Alcançar alguma liberdade financeira é possível, sempre a dar pequenos passos e sem nunca desistir.

Como funciona?

São seis potes, sendo que cada um representa uma área na vida. Cada pote possui uma percentagem relativa a alguma área do quotidiano e deve ter uma determinada quantia, não importa quais sejam os seus rendimentos.

Pote1: Pote Base

O primeiro recipiente deve ser destinado às necessidades básicas. Essa parte da vida deveria representar idealmente 55% do seu orçamento mensal, seja qual for a sua atividade profissional. O valor depositado aqui deve ser usado nos gastos fixos, ou seja, para renda de casa/prestação bancária, água, luz, alimentação, meios de transporte (inclui combustível), dívidas e impostos. Se formos realistas, sabemos que esta percentagem muitas vezes não se aplica porque, para uma grande faixa da população, o valor da renda de casa ultrapassa a metade do orçamento. Nesse caso, pode usar outro método. Limite-se a pagar tudo o que é obrigatório e subdividir o restante bolo (mesmo que sejam 10 euros distribuídos pelos restantes potes). Vai 10% dessa quantia (1 euro) para todos os outros, com exceção de um deles, onde, se tiver problemas financeiros, coloca apenas 5 por cento (ou menos).

Pote 2: Pote da Liberdade Financeira

Este pote refere-se à poupança de longo prazo, aquela que nunca devemos movimentar. Serve para apoiar grandes investimentos, como casa, carro, viagens, etc., e para se manter precisamente como poupança contínua para grandes objetivos. A ideia é incluir aqui aplicações financeiras (com mais ou menos risco, consoante o seu perfil financeiro) ou um Plano Poupança Reforma, por exemplo, e conquistar a liberdade financeira ao longo de anos.

Pote 3: Pote das Reservas (ou da Renovação)

Aqui deveria acumular entre 3 a 6 meses de salários e não estar satisfeito antes que isso aconteça. Este pote serve para despesas maiores do dia a dia, como a substituição de eletrodomésticos, arranjo do carro, despesas de saúde extra ou qualquer problema não previsto, mas que, com alguma frequência acontece na vida de toda a gente. Esta poupança pode ser necessária em poucos dias ou horas, pelo que não deve estar guardada em contas difíceis de resgatar. Pode encarar este pote como o das coisas novas que vai ter, em vez de olhar para ele como o dos ‘acidentes’ ou emergências’.

Pote 4: Pote da Educação

Todos devemos pensar em evoluir profissionalmente numa base constante, porque neste tempo a formação e a aprendizagem tornou-se uma coisa para a vida. Pense, portanto, em tirar formação por necessidade, bem como por puro gosto pessoal ou até para se desafiar a conhecer melhor outras áreas profissionais do seu interesse. Este pote é mais importante do que parece, e pode dar-lhe a hipótese de, por relativamente pouco dinheiro, ter mais oportunidades de trabalho, apostando em certificações simples.

Pote 5: Pote da Solidariedade

O dinheiro é uma energia que pode ser muito positiva, mas se não é partilhada não cumpre inteiramente o seu propósito. Não estará a contribuir para a comunidade a que pertence, por exemplo. Tudo o que não circula ou serve apenas e só para fins próprios, tende a estagnar. Pense que é fundamental ir acumulando uns ‘trocos’ para ajudar alguma causa que lhe seja mais próxima, alguma associação ou até alguém que conheça que passa por uma fase pior. Tal como já é possível ajudar com o seu IRS, através da consignação, por pouco que coloque neste pote, pense em metas para o que vai acumulando. Ao fim de 6 meses ou 1 ano já poderá doar uma quantia ou usá-la para adquirir algo para oferecer.

Pote 6: Pote do Lazer

A possibilidade de ter momentos de evasão é fundamental e esta pandemia tem demonstrado bem isso. O lazer é fundamental para o equilíbrio físico e mental e, sem ele, nem sequer somos produtivos no trabalho. Mesmo em alturas em que resta muito pouco e se torna impossível ‘pagar’ momentos de lazer, deve fazer um esforço para procurar atividades culturais de entrada livre (há muitas, é uma questão de procurar nos guias próprios), mas deve também amealhar de modo a poder – nem que seja ao fim de uns meses – escolher uma coisa de que goste muito e que possa pagar.

Potes alternativos

Os potes – ou caixas ou envelopes – que algumas pessoas usam, não são práticos para toda a gente. Os potes do lazer e o da solidariedade são talvez os mais fáceis de ter em casa. Mesmo assim, por questões de método, deve tê-los longe de si e da tentação de lhes tocar antes do tempo. Esta estratégia exige muita disciplina, e essa é uma das ideias chave. Mesmo nos potes mais leves, ou seja, os que enche e esvazia facilmente para a vida prática. Mas tem sempre de acumular. Pode não ser fácil, mas quando conseguir terá grande satisfação.

Para se organizar e para exercer disciplina sobre si próprio e sobre alguns dos seus hábitos antigos, poderá substituir os potes, abrindo conta ou contas em bancos que não cobram comissões de manutenção: atualmente há várias no mercado. Tem também hipótese de abrir conta na banca online, que é segura. Alguns têm uma aplicação que lhe permite criar ‘espaços’ virtuais separados, para gerir melhor as suas finanças. Pode, portanto, acumular algumas destas várias soluções gratuitas, se for mais fácil de gerir para si. De todas as poupanças, só a da liberdade financeira poderá ser colocada a prazo, a depender dos prazos e dos seus objetivos.

 

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