poupança
16 Jul 2020

Uma caminhada começa com o primeiro passo: poupe e invista

Apesar da recuperação do rendimento disponível para as famílias, inequívoca a partir de 2015, depois da última grande crise, a taxa de poupança ainda é muito baixa em Portugal, sendo uma das mais baixas da Europa. Em média, os europeus poupam mais do dobro dos portugueses.

Os produtos financeiros associados à poupança sofrem de elevada carga fiscal, com taxas na ordem dos 30%. O rendimento dos depósitos a prazo está quase a zero e o dos Certificados de Aforro também, porque depende da taxa Euribor, que permanece em valores negativos.

Quem quer começar a poupar em Portugal deve repensar comportamentos: consultar fontes credíveis no aconselhamento financeiro e investir no longo prazo em produtos com maior potencial, como os Planos Poupança Reforma (PPR).

A ideia da poupança integrada nos hábitos e no estilo de vida é fundamental, e é bom ter informação para o fazer, ainda que com esforço em alturas de menos prosperidade, como a deste tempo de pandemia.

Como uma caminhada de mil passos começa com o primeiro e, sobretudo as classes médias, podem conseguir alguns resultados, deixamos-lhe neste artigo algumas estratégias para começar a mudar e sentir, rapidamente, que, mesmo com rendimentos limitados, é possível melhorar.

Se chegamos ao fim do mês com dificuldade, a ideia de poupar (e investir) sem orientação, e no vazio, é difícil. O segredo está em poupar por objetivos e conhecer a melhor estratégia para o seu perfil de poupança/investimento. O objetivo é aplicar depois no que lhe dá gosto fazer, e no que lhe traz tranquilidade no presente e futuro.

Uma simples folha de Excel ou aplicação de controlo de gastos para fazer o orçamento mensal, vai fazê-lo perceber, ao fim de muito pouco tempo, para onde vai afinal o seu dinheiro. A partir daí, qualquer pequena conquista já valeu a pena e deve ser festejada. Pense nisso e boas poupanças!

 

  • Crie uma poupança pessoal (para ontem): uma das regras de ouro da poupança é o clássico fundo de maneio ou ´pé de meia’ para imprevistos e necessidades. Uma base para emergências deve ter mais ou menos seis salários em produtos de capital garantido facilmente resgatáveis, ou seja, depósitos ou certificados de aforro. Se precisar deles, têm de estar na sua mão em horas ou poucos dias. Estas questões afligem muita gente se, de repente, tiverem um problema no frigorífico ou no carro. Viver no limite não dá tranquilidade a ninguém. Mesmo que vá fazendo isto ao longo do tempo, devagar, comece hoje.

 

  • Poupar é com metas: não há almoços grátis: poupar dinheiro exige disciplina e compromisso para contrariar os apelos sedutores do consumo, que nos conduz a gastos dispensáveis quase todos os dias. Mas é preciso ter noção de que não é por sermos infantis ou irresponsáveis: há todo um sistema inteligente e bem montado que apela à compra fácil, mas cabe-nos ter consciência e fazer melhores escolhas. Acredite que isso é mais fácil do que parece. O primeiro passo é a crença positiva: deve acreditar que sim, que tem essa capacidade! Depois, às vezes, tudo o que precisa é parar para organizar as prioridades, sem ansiedade. Mais nada. É natural querer fugir de ideias aborrecidas, de grandes burocracias e de linguagem difícil. Mas se pensar que, com regras muito simples, para o próximo ano pode fazer a viagem que idealizou, matricular um filho numa escola de línguas ou renovar a casa…seguramente pensará duas vezes. Regra geral, o dinheiro voa mais depressa quando nos mantemos na ignorância –aquela ideia de «tenho tão pouco que nem vale a pena pensar» – sem enfrentar a nossa carteira. Poupar com objetivos vai trazer-lhe a motivação por se esforçar com um sentido definido, a alegria de ter dinheiro seu na altura em que precisar e fazê-lo sem recurso ao crédito, aos juros altos e a custos desnecessários. Poucos euros são sempre melhores que nada.

 

  • Se quer investir, aposte em vários produtos financeiros: investir em vários produtos financeiros e nas suas vantagens responde a um velho ditado que diz: não devemos colocar os ovos todos na mesma cesta. Espalhar o investimento tem como meta sobretudo diminuir os vários tipos de risco. Seja como for, para começar e se não tem rendimentos altos, recolha toda a informação possível, tenha noção de que tem um perfil de investimento de baixo risco e aposte por fases, com cuidado. Depois, deve sempre acompanhar o rendimento das suas aplicações e nunca aceitar valores abaixo da inflação, pois estará a perder poder de compra. Mesmo nos depósitos é possível encontrar ofertas com taxas líquidas pelo menos iguais à inflação prevista.

 

  • Compare sempre as taxas: para comparar taxas com facilidade, use sempre os comparadores online, antes de decidir. Pesquisar em fontes de informação fiáveis e isentas – como jornais da especialidade, blogues de especialistas, programas de informação nesta área -; não se acomodar aos produtos do banco onde está há anos e comparar sempre com outras soluções são dicas a não esquecer. No caso dos produtos financeiros mais simples, como depósitos a prazo, há diferenças muito relevantes. Não se esqueça que a banca mudou muito nos últimos anos em Portugal, que a concorrência é muito maior e que estão sempre a surgir novos produtos. Semestralmente, pelo menos, há novidades que dão mais vantagem ao consumidor. Esteja atento.

 

  • Aposte no médio/longo prazo: mais uma ideia que espelha o estado atual do mercado: para quem consegue poupar algo por mês, acabam por ser um pouco frustrantes os produtos de capital garantido, porque as taxas são baixas no momento. Colocar uma parte, ainda que seja a fatia menor, em produtos de médio e longo prazo, mas com maior potencial de rendimento, mesmo sem capital garantido, como alguns fundos de investimento, será porventura mais recompensador.

 

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