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Mudar de casa e poupar em 2021

Mudar de casa e de bairro, ou até sair da cidade, deixou de ser uma questão, nomeadamente para as gerações mais jovens que já não esperam ‘um trabalho e uma casa para vida’ e são mais adaptadas à mudança. Apesar da precaridade laboral, importa para muitas pessoas e famílias irem cumprindo sonhos e aceitando desafios, mais do que estar a vida inteira numa cidade ou num emprego. A pandemia trouxe novas necessidades em termos de habitação e pode ser o impulso que muitos consumidores e famílias precisavam para mudar, nunca esquecendo a poupança.  Conheça aqui as novas tendências e a forma de as alcançar. 

Casas e cidades pós-pandemia

Um pouco por todo o mundo, a ideia de casa no pós-pandemia poderá mudar e já há novas tendências. O aumento do trabalho à distância é uma ideia que veio para ficar, até para responder à necessidade de menos poluição e consumo. Os consumidores do presente e do futuro pensarão duas vezes antes de habitar espaços demasiados pequenos e pouco funcionais, temendo novas pandemias. A casa deixa de ser o refúgio utilitário de final de dia, e passa a ser um espaço com outras necessidades, onde trabalho e lazer têm de estar integrados.

As cidades já começam a mudar e a mobilidade é ainda mais questionada. Por exemplo, Nova York viu crescer o número de ciclistas e fechou ruas para carros a fim de aumentar o distanciamento. As bicicletas são vistas como prioridade para achatar a curva pandémica e continuar a baixar a poluição e essa é uma tendência crescente, já no bom caminho em cidades como Lisboa ou Aveiro.

Inquérito recente em Portugal

Em Portugal, um estudo realizado pela consultora JLL, quis aferir sobre o impacto da pandemia nas necessidades habitacionais dos cidadãos. Realizado junto de cerca de 1.400 inquiridos, o estudo conclui que 49% dos portugueses faria ajustes na sua casa devido à pandemia, sendo a criação de um espaço de trabalho (51%) e a modernização do espaço exterior (34%) as duas principais alterações, destacando-se ainda a intenção de redecorar a casa (33%).  Conclui-se também que 43% dos inquiridos mudaria de casa como consequência do confinamento, quando antes da pandemia apenas 19% estava à procura de uma nova habitação. Neste processo de procurar uma nova casa, a possibilidade de ter um espaço exterior privado foi o fator que ganhou maior relevo no pós-Covid, passando no grau de “muito importante” de cerca de 38% para 60%. Quem vive num apartamento foi quem mais passou a valorizar este fator, destacando-se os inquiridos que vivem com parceiro/a e filhos.

Novas tendências:

Espaço de Higienização à entrada:

Tal como indicado no período de confinamento, as casas vão precisar de garantir a assepsia do espaço onde agora se passa muito mais tempo. Ter um espaço à entrada onde se deixam os sapatos e roupa da rua vai generalizar-se.

Dividir espaços por atividades:

As casas terão tendência a organizar-se por atividades como comer, dormir, relaxar, trabalhar/estudar, mais do que manter as suas divisões tradicionais.

Horta e plantas em casa/prédio/bairro:

A necessidade de trazer a natureza para dentro de casa será maior, com plantas, em termos de bem-estar e decoração e, mais ainda, pela defesa necessária do sistema imunitário, no caso das hortas. Uma preocupação com a alimentação e a sua qualidade levará as pessoas a tentar cultivar em vasos, varandas, quintais ou pequenas hortas, dentro de casa ou nas proximidades.

Espaço de entregas nos edifícios:

As entregas de todo o tipo de produtos em casa fazem mais sentido e poderão vir a ganhar mais importância ainda. É natural que os edifícios, mesmo os puramente residenciais, reorganizem o espaço em que recebem as encomendas.

Escritório em casa:

Passa a ser um espaço fundamental, bem iluminado, ventilado, organizado e com o maior isolamento acústico que a casa permitir. Serão necessários espaços físicos mais privados, cadeiras com melhor ergonomia, apoios de braços e pés para permitir horas seguidas de trabalho. Também as ligações de internet terão de ter a velocidade adequada ao trabalho.

Vida ao ar livre:

Privilegiar logradouros, varandas, quintais, jardins, hortas e zonas com menor número de habitantes é uma tendência. As pessoas tendem a procurar espaços com essas valências e a querer sair para os arredores das cidades, mas não os subúrbios já lotados, e sim zonas um pouco mais distantes, em pequenos povoados e zonas tipo rural.  Os ambientes terão mais iluminação natural e serão mais ventilados. A combinação reduz o uso do ar-condicionado e melhora da qualidade do ar, o que ajuda a defender a saúde. Os ambientes interiores serão mais integrados com a área externa.

Revestimentos e decoração:

Até nesta matéria as casas têm tendência a mudar, a precisar de serem redecoradas, de terem mais espaço, mais subdivisões, melhores isolamentos, materiais de fácil higienização e a decoração terá tendência a preferir materiais/tecidos que apelem ao conforto e bem-estar. A cortiça, a madeira e as fibras naturais, como o algodão e linho, estão em destaque.

Espaços de relaxamento:

Novas tendências poderão ser uma sala para ouvir música, ler, jogar e ver filmes e TV, separada do escritório ou da mesa de refeições; também a hipótese de ter mais e maiores casas de banho, que permitam um cuidado mais prolongado (tipo SPA). A mesma coisa para um bom arranjo do espaço exterior, se existir, como espaço de lazer.

Limpeza:

A necessidade de mais e melhor higienização nas casas e edifícios será uma realidade, e tanto os espaços terão de ser construídos com materiais e móveis de fácil limpeza, como a limpeza dos edifícios terá de ser mais cuidada. Há a tendência a usar novas máquinas e tecnologia, como lâmpadas UV que matam vírus e germes e já são usadas em ambiente hospitalar.

Consumo consciente e redução de lixo:

Com todo o contexto associado ao lixo e à proliferação de germes e vírus, e o impacto de tudo isto no planeta, as pessoas pensarão duas vezes antes de consumir e ter de descartar o seu lixo. A tendência é para que haja uma queda do consumo e que se altere o estilo de vida para reduzir o impacto que cada um de nós tem no meio ambiente.

Por tudo isto, muita gente equaciona mudar de casa em 2021, sabendo que se o investimento for estratégico, e souber poupar, pode gostar mais da sua casa e do seu quotidiano e ter um estilo de vida mais sustentável, que lhe permitirá ter a casa que precisa, poupando em transportes, alimentação e tempo. Qualquer poupança mensal ajuda e com o APRIL VIDA CRÉDITO pode conseguir até 60% de poupança mensal neste seguro incontornável para quem tem ou quer ter crédito habitação.

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